Portal Para a Morte

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

227 - Aos Luciferinos





Solitário,
o homem frio acorda,
vagueia no infinito
da tirania noturna, e mata.

De visão noturna,
pensamentos sangrentos
o homem frio
tem atitudes luciferinas.

Deixa marcas na humanidade desumana,
lanceia fogo nas palavras de orações.
Seu banquete é carne humana
ao molho de almas sem salvação.

O coração repleto de dores lacrimosas,
o homem de pensamentos sangrentos
procura mudanças na vida cruel.
E muda pra pior!

O homem de atitudes luciferinas
semeia ódio,
espalha rancor
e adora estar na escuridão.

Seu coração destroçado
desperta os demônios
do seu inferno impiedoso.
Junte-se a ele e seja um "vencedor".

                                  Janice Adja

"Plágio é crime e está no Artigo 184 do Código penal 9610".


sábado, 17 de dezembro de 2011

59 - Da Janela



          De tanto o muito ser pouco

o muito virou sucata.

O perto para quem ama
ficou mais longe que a estrada.

De tanto olhar para o feio
que o feio ficou amável.

O dia que era longo
ficou curto para quem trabalha.

Do alto tudo se ver
de perto não vejo nada.

O céu de grande espaço
hoje só vejo um quadrado.

                Janice Adja.


" Plágio é crime e está no Artigo 184 do Codigo Penal 9610".




domingo, 11 de dezembro de 2011

144 - Último Espetáculo


Aqui estou,
onde todos me olham
com um olhar sem brilho
e indiferente.
Não venhas ao meu espetáculo
se nunca te chamei de amigo.
É um momento único.
É um momento só meu.
Onde calada e imóvel
todos me assistem.

O silêncio, 

é o meu monólogo.
São músculos imóveis
minha mente que corre
meu corpo que pára
minha boca que não grita
minha cabeça que dorme.

Vivo um sonho único.

Um espetáculo!
Não venhas!
Não  te chamei de amigo.

Se vieres, . . .  cala-te.

Faças todos os meus movimentos
e siga outro caminho.
Este, é o meu espetáculo.

Somos pecadores diferenciados:

amei
chorei
sorri
perdoei
escrevi frases
linhas
palavras
fiz versos
cantei no efeito etílico
fiz lindas tatuagens
e dei boas gargalhadas.

Acho que por isto

sinto-me muito feliz.
Ao contrário 
de quem nunca chamei de
AMIGO.

Este é o mal

de quem só sabe
criticar, criticar, . . .
Vai, critica.
Continua, . . .
criticar deve ser
muito bom.

Hei !!! . . . 

Não desligue o meu radiofone.
Vivi com minha dor,
vivi com minha alma
e com meus sonhos.

Ao contrário 

dos teus pesadelos,
fui egoísta.
Sonhei.
Tive muitos sonhos.
Mas tive que sonhar sozinha.

Por que ? . . . 

Quem quer viver
o sonho do outro?
Não fique aí parado,
não existe consolo.

Não fale nada.

Aliás, . . .
você nunca disse nada.
Apenas reclamou!
Reclamou da vida
do salário
dos amigos
dos filhos
da mulher
do emprego. . .
seria você
o homem PROCON?
Cheio de reclamações.

Reclamou da casa

de dois Senhores.
Seria seu lar uma rinha?

Que sonho poderíamos ter?

Um homem abjeto. . . 

Vá embora.

Não fique aí parado
com cara de defunto morto.
És um ser abjeto,
sem sonhos.
Um ser não consolável.

Não adianta fazer cara de choro

nem preguear a testa.
Meu corpo que cheira mal
vai embora.
Ficarei perto dos meus.

Não tenho mais tempo.

Já não tenho movimentos.
Minhas palavras
cairão em silêncio no infinito.

Estou indo,

o tempo não me deixou
parada na beleza.

Minha alma sangra
meu espírito 
propaga uma luz inexistente,
meu corpo 
em leito frio e escuro dorme.

Dorme. . .
o sono dos inacordáveis.

Acabou.

Não venhas!!
Não te chamei de amigo.
Agora, . . .
sou mais uma estrela.

             Janice Adja


       "Plágio é crime e está previsto no Artigo 184 do Código Penal 9610."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Esperando o Pânico - 73



Sinto o corpo desfalecer.
Estou te esperando, e
quero te encontrar urgente.
Venha logo!
Não desapareça.
Só você me faz sentir viva.
Minhas forças dependem
totalmente de você
do seu olhar sinistro, 
do seu sínico sorriso.
Venha!
Pelo amor que tens ao desespero
deixa eu compartilhar tua mão
e caminharmos juntos 
e sem direção,
arraigar nossas vidas
por toda eternidade.
Meus sonhos dependem
apenas de você.
Você é o meu pensamento 
descobrindo o medo,
tudo que quero é tua força
para que eu possa 
me levantar para a guerra.
Deixe que corra uma lácrima 
em meus olhos sem lucerna.
Venha!
Venha e vamos viver
muitas histórias de dores e sofrimentos.
Só você poderá me salvar
desta luz que consigo seguir.
Fico a espera do teu chegar sangrento.
Só você
para me proteger.
Venha,
Pânico maldito!!!
Eu te espero.
Preciso da tua noite escura
e sem orações, 
quero sentir tua coragem imunda
cheia de lamúrias.
Pânico, Pânico, Pânico,
. . . Pânico, Pânico, 
Pânico, . . .até quando vou te esperar?
Quero sentir meu coração acelerado
em taquicardia plena.

                    Janice Adja


             " Plágio é crime e está previsto no Artigo 184 do Código Penal."


Não temos medo do leão, não temos medo do escuro. Nosso maior medo é da morte, . . .do desconhecido.